sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

ÚLTIMAS ETAPAS NACIONAIS CIRCUITO LOTERIAS CAIXA DE NATAÇÃO

Olá Pessoas!
Nesse mês de Novembro, encerramos o calendário Nacional do Circuito Loterias Caixa, no Parque Aquático do Ibirapuera, em Sampa.
As competições foram acirradas, e dificeis devido ao frio extremo, principalmente pelas provas serem realizadas em piscina aberta.
Eu competi apenas na prova dos 100M nado peito, em ambas Etapas na categoria Multiclasse. Mesmo assim, consegui manter o Terceiro Lugar no Ranking Nacional (Iupiiii!).
Finalmente, o ano termina com conquistas, perdas e aprendizado.
Com muita luta, consegui manter algumas horas de treino, consegui cumprir todo o calendário esportivo e principalmente trazer resultados ao meu Clube querido, o Tijuca Tênis Clube.
Agradeço de todo o coração a torcida de todos!
Aguardem... Vem novidade por aí!
Beijo do tamanho do Sol!!!

segunda-feira, 6 de julho de 2015

1ª ETAPA NACIONAL CIRCUITO LOTERIAS CAIXA DE NATAÇÃO - SÃO PAULO

No primeiro fim de semana de Julho, aconteceu em São Paulo, a 1ª ETAPA NACIONAL CIRCUITO LOTERIAS CAIXA DE ATLETISMO E NATAÇÃO.
Os atletas paraolímpicos André Lacerda, Adriana Azevedo e Ana Lúcia Novaes, disputaram as provas de natação no parque aquático do Ibirapuera, sob a supervisão do técnico Carlos Rodrigo.
Mesmo com o frio costumeiro da terra da garoa nessa época do ano (cerca de 11°), os atletas Tijucanos fizeram bo
nito em piscinas Paulistas.
André Lacerda, nadou três provas (50M, 100M e 400M nado livre), Ana Lúcia nadou duas provas (50M E 100M nado livre) e Adriana Azevedo nadou os 100M nado peito.
Adriana conquistou 4º lugar entre seis competidoras multiclasse (quando há a junção das categorias numa mesma prova), mesmo sofrendo uma câimbra na coxa esquerda durante a prova.
Ana Lúcia conquistou o quarto lugar nos 100M livre, onde também nadou multiclasse, e prata nos 50M livre.
André Lacerda conquistou 5º lugar nos 50M livres...
A equipe contou também com a companhia do Secretário de Gestão de Projetos do TTC, Rodrigo Oliveira.
Os treinamentos seguem na piscina do TTC, sob os olhares atentos dos treinadores/professores Carolina Santos e Carlos Rodrigo, e com a supervisão do diretor técnico da natação adaptada, Menescal Pedrinha. Em Setembro a equipe estará participando da 2ª Etapa do Circuito, também na capital paulista.

Estamos na torcida!                                             

segunda-feira, 30 de março de 2015

REGIONAL RIO- SUL CIRCUITO LOTERIAS CAIXA DE NATAÇÃO

No ultimo fim de semana, em 28 e 29 de Março, aconteceu em Curitiba-PR, a Etapa regional Rio-Sul do Circuito Loterias Caixa.
O Tijuca Tênis Clube foi representado pelos atletas da Natação Adaptada, sob o comando dos Técnicos Menescal Pedrinhas, Carolina Santos e Lucas Fellipe, que se despede do Clube deixando saudades aos alunos, atletas e amigos.
Na piscina da Universidade Positivo os atletas Douglas Pereira, André Lacerda, Ana Lúcia Novaes, Izabel Cristina e Adriana Azevedo, deram um show de participação no evento.
O atleta Douglas Pereira, inicia no Circuito Caixa já trazendo resultados importantes para a equipe.
DRICA AZEVEDO "abocanhando" as 7 Medalhas 
A atleta Adriana Azevedo, cumpriu uma maratona de sete provas, conquistando cerca de metade da totalidade de medalhas trazidas pelo clube nessa competição.
Adriana Azevedo é natural de Natal-Rn, e representa o TTC desde Janeiro de 2013. Em Setembro do mesmo ano, mudou-se para o Rio de Janeiro com a família, para ser acompanhada mais de perto pela equipe técnica do Tijuca.
A partir desse momento, a natação adaptada do TTC, inicia treinamento para as fases nacionais do Circuito Loterias Caixa, que terão inicio em Junho desse ano.
Vamos torcer por mais conquistas!

RESULTADOS OBITIDOS

ADRIANA AZEVEDO
100m nado Costas  -  1º Lugar - Medalha de Ouro
100m nado Peito - 1º Lugar - Medalha de Ouro
400m nado Livre  - 1º Lugar - Medalha de Ouro
200m Nado Medley - 1º Lugar - Medalha de Ouro
100m nado Livre – 2ª Lugar – Medalha de Prata
50m nado borboleta - 2ª Lugar – Medalha de Prata

50m nado Livre - 2ª Lugar – Medalha de Prata

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

ABERTO DE NATAÇÃO FPDC

Olá amores!
Então, como havia informado na postagem anterior, participei nesse último fim de semana, dia 27 de Setembro de 2014, do 'ABERTO DE NATAÇÃO DA FPDC' em Campinas/SP.
Com minha técnica Edna Mendes
Viajei pela Azul linhas aéreas, partindo do Santos Dumont-RJ com Destino ao ViraCopos em Campinas as 06 da manhã, e retornando para a cidade maravilhosa as 17hs. Ou seja, um bate volta para cumprir a agenda!
Inicio do pouso no Santos Dumont. LINDO!!
Chegando lá, nadei três provas conseguindo ouro nas três e alcançando o índice nos 50M nado livre!
Deus me mostrou, que não é hora de parar e que tenho algo a fazer ainda no esporte...
Agradeço a torcida e oração de todos: OBRIGADA!
Logo volto com mais novidades!



Beijos do tamanho do sol!!!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

DE VOLTA...

Olá queridos visitantes!

Peço desculpa pela demora, mas é que andei um pouco ocupada com alguns afazeres a mais em minha rotina.
Benício aos 20 dias em reunião com a INVESTIPLAN.
O Benício chegou em 27 de Maio de 2014! Cheio de saúde e de disposição graças a Deus! Também pudera... Quando estava ainda grávida, nadei, me alimentei super bem (com muito Omega 3, diga-se de passagem) e a ainda competi em circuito Nacional em Novembro do ano passado, assegurando minha terceira colocação no Ranking geral em duas provas: Nos 50M nado livre e nos 100M nado costa.
A maior novidade é que em breve, contarei com um novo apoio, a INVESTIPLAN, que oferece produtos e serviços de tecnologia de ponta na área da informática, e ainda dedica-se a projetos sociais, como o projeto RONDON e OFICINA DE INFORMÁTICA POPULAR. Basta acessar o link para saber mais sobre a Empresa: www.investiplan.com.br
Recentemente, aos 15 dias após o termino do resguardo, mais precisamente aos dois meses de vida do meu pequeno "Ben", viajei para São Paulo para participar da '1ª ETAPA NACIONAL DO CIRCUITO LOTERIAS CAIXA DE ATLETISMO E NATAÇÃO'. 
Na realidade, participei dessa competição para tentar alcançar o indice para participar das etapas restantes. Sequer almejei uma medalha, pois estava bem debilitada da cesariana e da amamentação, portanto, nas tres provas em que nadei alcancei entre quarto e quinto lugar. Nadei os 100M livre, 100M costas e 50M livres.
Nadei com muito medo, pois ainda sentia muitas dores na região do abdome, pois minha cicatrização nessa ultima cesariana foi mais lenta, pois me submeti também a uma laqueadura.
Fiquei triste em não alcançar o Ranking, até porque dele depende minha adesão ao programa Bolsa Atleta, o qual temos que estar classificados entre os três primeiros do ranking Brasileiro.
Mas nem tudo está perdido, e não costumo desistir fácil...
Em Setembro, participarei do ABERTO DE NATAÇÃO DA FPDC, em Campinas/SP. É mais uma chance para ue eu tente alcançar índice em pelo menos uma prova, para que assim eu possa nadar na terceira etapa nacional do Circuito Loterias Caixa, e assim, tentar pleitear a Bolsa.
Então, entre fraldas, mamadeiras, afazeres domésticos e visitas medicas, vou me espremendo a me dedicar aos treinos e conseguir voltar a forma.
Vou à luta contando com a torcida de todos!




BEIJOS DO TAMANHO DO SOL!


quinta-feira, 10 de abril de 2014

A ESSÊNCIA DE SER ATLETA

Quando tinha apenas 9 meses de idade, comecei a dar meus primeiros passos, e aos 10 meses andava de verdade. Aos 11 meses, o vírus da Poliomielite me pegou.
Deixei de andar, por falta de forças nas pernas. Parei de sentar por falta de sustentação nos quadris. Após alguns meses, minha musculatura dos membros inferiores estava atrofiada.
Com 1 ano e 6 meses, fui apresentada a natação.
Comecei a nadar por tratamento médico. Entendi que na água, não existiam limitações pra mim. Eu podia, pelo menos naquele momento, estar livre! Não precisava daqueles aparelhos pesados em minhas pernas, das muletas e nem da mão de ninguém para me apoiar... Eu poderia voar sob as águas.
 O tempo passou, nunca mais deixei a paixão pela natação.
Alcancei uma época, acho que 1996, onde o Para Desporto, era pouco reconhecido, e que um atleta, ou melhor, paratleta, não tinha tanta credibilidade. Era como se fossemos crianças brincando de adultos.
Eu particularmente, aceito e entendo minhas limitações físicas. Sei de todas as minhas dificuldades, mas reconheço minhas lutas e conquistas apesar das limitações. Talvez por isso, não aceite o termo “paratleta”. Não gosto de me intitular paratleta, porque o prefixo “para” nos lembra uma proximidade ou semelhança. E não me considero semelhante ou próxima a um atleta... Sou uma ATLETA.  Especialmente quando portamos algum tipo de deficiência (física, visual, auditiva, mental), temos que nos dedicar com maior severidade aos treinos, para superar todas as nossas limitações no esporte.
Hoje encontramos uma população mais esclarecida em torno do esporte paralimpico. Ainda temos alguns percalços, como a dificuldade em se ter um apoio permanente dos governantes em geral, em se conseguir um apoio empresarial individual (patrocínio) e visibilidade através da imprensa.
Muitas empresas, ainda não entendem o tamanho da importância, que é vincular sua marca a um atleta paralímpico que busca a superação no seu dia a dia e no esporte.
As coisas mudaram, é verdade. Hoje temos o apoio importante do Governo Federal, o primeiro maior programa de patrocínio individual criado aqui no Brasil, o Bolsa Atleta.
Temos também empresas como as Loterias Caixa, patrocinando o Comitê Paralimpico Brasileiro, para que sejam realizadas as competições oficiais aqui no Brasil, o Circuito Loterias Caixa, e também patrocinam atletas que são destaques durante as fases nacionais do Circuito. Nada mais justo é claro!
Nas fases nacionais do Circuito, os atletas com melhores índices (cerca de 80% do recorde mundial), têm direito a hospedagem, translado (transporte em vãs hotel-competição), alimentação (café, almoço e jantar) e os que ficarem entre os 20 melhores de cada modalidade, ainda recebem as passagens aéreas.
Hoje temos também, centros de treinamento para os atletas tops, e junto com eles patrocínios e premiações de grandes empresas e o mais novo programa do Governo Federal, o Bolsa Pódio. Hoje, há um leque de oportunidades para permanecer no esporte, e fazer dele nosso meio de vida... Aos atletas considerados Tops.
Nada mais justo, se não fosse por um detalhe: Onde estão as ferramentas, para fazer com que os atletas não tops ( aqueles que recebem o Bolsa Atleta nacional ou internacional), sintam-se motivados e com reais condições de treinamento, para um dia chegar a realizar o sonho de defender o Brasil numa Paraolimpíada, e ser reconhecido e agraciado com todas as vantagens de ser um atleta Top no Brasil?
Atleta bolsista não pode ter plano de saúde, casa própria, veículo adaptado... Pelo menos não a maioria.
Tem que pagar um local para treinar porque muitas vezes o clube que é filiado, enfrenta dificuldade financeira. Muitas vezes, tem que pagar um técnico para prescrever treinamentos, tem que comprar suplementos, alimentação adequada, vestimentas, passagens aéreas, estadias e alimentação em competições (por ele não alcançar índice técnico), para assim não deixar de ir à uma competição e se manter no programa Bolsa Atleta e permanecer no esporte.
Como a maioria dos atletas maiores de 23 anos já tem família, precisa também trabalhar, cursar faculdade e quando mulheres, cuidar da casa e dos filhos, porque não tem recursos financeiros suficientes, para pagar um ajudante.
Enfim, quanto tempo resta para treinos? 2 horas por dia talvez... E a tranqüilidade psicológica para focar-se no objetivo de se tornar um grande atleta e continuar a fazer o que realmente gosta? Será possível? Acho que não...
Quantos atletas paraolímpicos, competiram doentes, mulheres ainda em pós-parto, para não perderem o beneficio do Bolsa Atleta? Vários! Eu sou uma delas. Por que? Por falta de uma elaboração coerente dos regulamentos, porque talvez os dirigentes, não estejam tão “perto” dos atletas que ainda estão tentando se erguer nesse cenário.
A impressão que se dá, é que todos os nossos colegas, que hoje alcançaram os pícaros do esporte Paralímpico, jamais passaram pelo que muitos atletas passam hoje: dificuldades.
Faz-nos pensar da seguinte forma: Nunca vou conseguir chegar aí.
A estrada é muito árdua, é uma luta sem tréguas, cada vez mais exaustiva, porque a cada ciclo, uma nova regra é estabelecida, sem que nos de suporte para atendê-la.
Sem falar em nossa classificação funcional. Nossa!
Como é difícil você ter seqüela de poliomielite, sofrer com os avanços da SPP (Síndrome Pós Pólio), e por isso não andar e não ter mais o mesmo desempenho devido à fraqueza muscular extrema, e no balizamento da prova, olhar para o lado e ver uma atleta de pé e se aquecendo com pulos (risos). Te dá uma sensação devastadora de impotência e derrota.
Já pensou se existisse um centro de treinamento para iniciação e incentivo ao esporte paralímpico? Não estou falando de jovens ou velhos não... Estou falando de atletas em potencial para treinamentos e competições a nível nacional e internacional. Quem quisesse e demonstrasse disciplina para permanecer, então teria todas as condições para um dia chegar a patamares mais altos, e assim jamais faltaria incentivo para que tantos atletas permanecessem no esporte paralímpico.
Sabemos que a maioria dos atletas veio de batalhas árduas, enfrentaram muitas dificuldades, muitas lágrimas e muita dor, e merecem todos os nossos aplausos. Mas se o Brasil evoluiu no sentido de apoio ao paradesporto, será que não está na hora evoluir em novas oportunidades?
Nem vou citar exemplos de países estrangeiros, porque ainda tenho a esperança de que o Brasil mude por si só, por sua consciência e senso de justiça e cidadania.
Mas de uma coisa tenho total ciência: É muito fácil apoiar aquele que já está de pé, porque o peso não se recai sobre o nosso braço...  Assim como é muito fácil falar que representa o esporte parolimpico , e na realidade representar apenas a si próprio.
#MudaBrasil




ADRIANA AZEVEDO

domingo, 9 de fevereiro de 2014

INCOMPREENSÃO E DESRESPEITO.

Para muitas pessoas, a vida de paratleta é fácil, cheia de regalias, devido algumas “facilidades” que nos são oferecidas.
Mas não é fácil!
A maior parte dos paratletas que vivem na região Norte e Nordeste, passa por grandes dificuldades devido a falta de apoio por parte dos governantes e pela falta de interesse de empresas locais em patrocinar e apoiar o esporte paralimpico.
Os paratletas que tiveram uma história diferente, ou seja, conquistaram apoio, patrocínios e finalmente sua independência financeira, hoje representam clubes da região Sul/Sudeste e moram em outros estados Brasileiros.
Os paratletas do norte e nordeste, ralam muito para se manterem em seus treinamentos, tentando manter uma alimentação equilibrada e cumprindo com todo o calendário anual esportivo.
Contando com a ajuda do Bolsa Atleta, compra-se passagens aéreas e paga-se alimentação e hospedagem durante os fins de semana de competição, inclusive, para preservar o beneficio, que é renovado a cada ano, desde que o atleta mantenha-se em treinamento e em competições ( o que não é diferente das outras regiões brasileiras, exceto pela maior clareza e possibilidades em se ter um apoio).
A “ETAPA REGIONAL NORTE NORDESTE DO CIRCUITO LOTERIAS CAIXA”, é considerada classificatória para as etapas Nacionais, que ocorrem em três edições entre medos e final do ano. Se  o atleta não participa, logo ele não tem índice para competir nas Nacionais e ainda perde o beneficio BOLSA ATLETA.
Agora, o que de fato é altamente incompreensível, é que o CPB (Comitê Paraolímpico Brasileiro), divulgue um calendário em Novembro de 2013, o retifique em Janeiro de 2014, informando os locais e datas das competições, e simplesmente cerca de 30 dias antes, mudar o local da competição.
A Etapa Norte/Nordeste, estava agendada para ocorrer em Manaus. TODOS os paratletas designados a essa competição, mesmo com o atraso do Bolsa Atleta, se sacrificaram, fizeram empréstimos e compraram passagens aéreas para garantirem sua ida à competição e não sofrerem maiores prejuízos.
Na última Sexta-feira, dia 07 de Fevereiro, o CPB, fez comunicado no site informando a mudança do local da competição, que deixou de ser em Manaus, para ser em Natal.
 E agora?!
As companhias aéreas não devolvem o valor da passagem por inteiro. Para os atletas que não residem em Natal, mudar o trecho vai custar um valor muito alto, valendo-se lembrar que Manaus, é uma dos trechos mais caros do País!
Os atletas tops, geralmente não precisam participar de Regionais, pois já tem o acesso direto.  Os que precisam, tem recurso suficiente para compra de passagens aéreas... E aqueles que não têm? Como fazem?
O CPB, precisa se inteirar com mais afinco da luta e das dificuldades dos paratletas que ainda, em sua maioria, não tem patrocínio e passam por sérias dificuldades.
Afinal, não é essa também a tarefa do comitê que apoia e defende o esporte paralimpico
ADRIANA AZEVEDO