segunda-feira, 11 de agosto de 2014

DE VOLTA...

Olá queridos visitantes!

Peço desculpa pela demora, mas é que andei um pouco ocupada com alguns afazeres a mais em minha rotina.
Benício aos 20 dias em reunião com a INVESTIPLAN.
O Benício chegou em 27 de Maio de 2014! Cheio de saúde e de disposição graças a Deus! Também pudera... Quando estava ainda grávida, nadei, me alimentei super bem (com muito Omega 3, diga-se de passagem) e a ainda competi em circuito Nacional em Novembro do ano passado, assegurando minha terceira colocação no Ranking geral em duas provas: Nos 50M nado livre e nos 100M nado costa.
A maior novidade é que em breve, contarei com um novo apoio, a INVESTIPLAN, que oferece produtos e serviços de tecnologia de ponta na área da informática, e ainda dedica-se a projetos sociais, como o projeto RONDON e OFICINA DE INFORMÁTICA POPULAR. Basta acessar o link para saber mais sobre a Empresa: www.investiplan.com.br
Recentemente, aos 15 dias após o termino do resguardo, mais precisamente aos dois meses de vida do meu pequeno "Ben", viajei para São Paulo para participar da '1ª ETAPA NACIONAL DO CIRCUITO LOTERIAS CAIXA DE ATLETISMO E NATAÇÃO'. 
Na realidade, participei dessa competição para tentar alcançar o indice para participar das etapas restantes. Sequer almejei uma medalha, pois estava bem debilitada da cesariana e da amamentação, portanto, nas tres provas em que nadei alcancei entre quarto e quinto lugar. Nadei os 100M livre, 100M costas e 50M livres.
Nadei com muito medo, pois ainda sentia muitas dores na região do abdome, pois minha cicatrização nessa ultima cesariana foi mais lenta, pois me submeti também a uma laqueadura.
Fiquei triste em não alcançar o Ranking, até porque dele depende minha adesão ao programa Bolsa Atleta, o qual temos que estar classificados entre os três primeiros do ranking Brasileiro.
Mas nem tudo está perdido, e não costumo desistir fácil...
Em Setembro, participarei do ABERTO DE NATAÇÃO DA FPDC, em Campinas/SP. É mais uma chance para ue eu tente alcançar índice em pelo menos uma prova, para que assim eu possa nadar na terceira etapa nacional do Circuito Loterias Caixa, e assim, tentar pleitear a Bolsa.
Então, entre fraldas, mamadeiras, afazeres domésticos e visitas medicas, vou me espremendo a me dedicar aos treinos e conseguir voltar a forma.
Vou à luta contando com a torcida de todos!




BEIJOS DO TAMANHO DO SOL!


quinta-feira, 10 de abril de 2014

A ESSÊNCIA DE SER ATLETA

Quando tinha apenas 9 meses de idade, comecei a dar meus primeiros passos, e aos 10 meses andava de verdade. Aos 11 meses, o vírus da Poliomielite me pegou.
Deixei de andar, por falta de forças nas pernas. Parei de sentar por falta de sustentação nos quadris. Após alguns meses, minha musculatura dos membros inferiores estava atrofiada.
Com 1 ano e 6 meses, fui apresentada a natação.
Comecei a nadar por tratamento médico. Entendi que na água, não existiam limitações pra mim. Eu podia, pelo menos naquele momento, estar livre! Não precisava daqueles aparelhos pesados em minhas pernas, das muletas e nem da mão de ninguém para me apoiar... Eu poderia voar sob as águas.
 O tempo passou, nunca mais deixei a paixão pela natação.
Alcancei uma época, acho que 1996, onde o Para Desporto, era pouco reconhecido, e que um atleta, ou melhor, paratleta, não tinha tanta credibilidade. Era como se fossemos crianças brincando de adultos.
Eu particularmente, aceito e entendo minhas limitações físicas. Sei de todas as minhas dificuldades, mas reconheço minhas lutas e conquistas apesar das limitações. Talvez por isso, não aceite o termo “paratleta”. Não gosto de me intitular paratleta, porque o prefixo “para” nos lembra uma proximidade ou semelhança. E não me considero semelhante ou próxima a um atleta... Sou uma ATLETA.  Especialmente quando portamos algum tipo de deficiência (física, visual, auditiva, mental), temos que nos dedicar com maior severidade aos treinos, para superar todas as nossas limitações no esporte.
Hoje encontramos uma população mais esclarecida em torno do esporte paralimpico. Ainda temos alguns percalços, como a dificuldade em se ter um apoio permanente dos governantes em geral, em se conseguir um apoio empresarial individual (patrocínio) e visibilidade através da imprensa.
Muitas empresas, ainda não entendem o tamanho da importância, que é vincular sua marca a um atleta paralímpico que busca a superação no seu dia a dia e no esporte.
As coisas mudaram, é verdade. Hoje temos o apoio importante do Governo Federal, o primeiro maior programa de patrocínio individual criado aqui no Brasil, o Bolsa Atleta.
Temos também empresas como as Loterias Caixa, patrocinando o Comitê Paralimpico Brasileiro, para que sejam realizadas as competições oficiais aqui no Brasil, o Circuito Loterias Caixa, e também patrocinam atletas que são destaques durante as fases nacionais do Circuito. Nada mais justo é claro!
Nas fases nacionais do Circuito, os atletas com melhores índices (cerca de 80% do recorde mundial), têm direito a hospedagem, translado (transporte em vãs hotel-competição), alimentação (café, almoço e jantar) e os que ficarem entre os 20 melhores de cada modalidade, ainda recebem as passagens aéreas.
Hoje temos também, centros de treinamento para os atletas tops, e junto com eles patrocínios e premiações de grandes empresas e o mais novo programa do Governo Federal, o Bolsa Pódio. Hoje, há um leque de oportunidades para permanecer no esporte, e fazer dele nosso meio de vida... Aos atletas considerados Tops.
Nada mais justo, se não fosse por um detalhe: Onde estão as ferramentas, para fazer com que os atletas não tops ( aqueles que recebem o Bolsa Atleta nacional ou internacional), sintam-se motivados e com reais condições de treinamento, para um dia chegar a realizar o sonho de defender o Brasil numa Paraolimpíada, e ser reconhecido e agraciado com todas as vantagens de ser um atleta Top no Brasil?
Atleta bolsista não pode ter plano de saúde, casa própria, veículo adaptado... Pelo menos não a maioria.
Tem que pagar um local para treinar porque muitas vezes o clube que é filiado, enfrenta dificuldade financeira. Muitas vezes, tem que pagar um técnico para prescrever treinamentos, tem que comprar suplementos, alimentação adequada, vestimentas, passagens aéreas, estadias e alimentação em competições (por ele não alcançar índice técnico), para assim não deixar de ir à uma competição e se manter no programa Bolsa Atleta e permanecer no esporte.
Como a maioria dos atletas maiores de 23 anos já tem família, precisa também trabalhar, cursar faculdade e quando mulheres, cuidar da casa e dos filhos, porque não tem recursos financeiros suficientes, para pagar um ajudante.
Enfim, quanto tempo resta para treinos? 2 horas por dia talvez... E a tranqüilidade psicológica para focar-se no objetivo de se tornar um grande atleta e continuar a fazer o que realmente gosta? Será possível? Acho que não...
Quantos atletas paraolímpicos, competiram doentes, mulheres ainda em pós-parto, para não perderem o beneficio do Bolsa Atleta? Vários! Eu sou uma delas. Por que? Por falta de uma elaboração coerente dos regulamentos, porque talvez os dirigentes, não estejam tão “perto” dos atletas que ainda estão tentando se erguer nesse cenário.
A impressão que se dá, é que todos os nossos colegas, que hoje alcançaram os pícaros do esporte Paralímpico, jamais passaram pelo que muitos atletas passam hoje: dificuldades.
Faz-nos pensar da seguinte forma: Nunca vou conseguir chegar aí.
A estrada é muito árdua, é uma luta sem tréguas, cada vez mais exaustiva, porque a cada ciclo, uma nova regra é estabelecida, sem que nos de suporte para atendê-la.
Sem falar em nossa classificação funcional. Nossa!
Como é difícil você ter seqüela de poliomielite, sofrer com os avanços da SPP (Síndrome Pós Pólio), e por isso não andar e não ter mais o mesmo desempenho devido à fraqueza muscular extrema, e no balizamento da prova, olhar para o lado e ver uma atleta de pé e se aquecendo com pulos (risos). Te dá uma sensação devastadora de impotência e derrota.
Já pensou se existisse um centro de treinamento para iniciação e incentivo ao esporte paralímpico? Não estou falando de jovens ou velhos não... Estou falando de atletas em potencial para treinamentos e competições a nível nacional e internacional. Quem quisesse e demonstrasse disciplina para permanecer, então teria todas as condições para um dia chegar a patamares mais altos, e assim jamais faltaria incentivo para que tantos atletas permanecessem no esporte paralímpico.
Sabemos que a maioria dos atletas veio de batalhas árduas, enfrentaram muitas dificuldades, muitas lágrimas e muita dor, e merecem todos os nossos aplausos. Mas se o Brasil evoluiu no sentido de apoio ao paradesporto, será que não está na hora evoluir em novas oportunidades?
Nem vou citar exemplos de países estrangeiros, porque ainda tenho a esperança de que o Brasil mude por si só, por sua consciência e senso de justiça e cidadania.
Mas de uma coisa tenho total ciência: É muito fácil apoiar aquele que já está de pé, porque o peso não se recai sobre o nosso braço...  Assim como é muito fácil falar que representa o esporte parolimpico , e na realidade representar apenas a si próprio.
#MudaBrasil




ADRIANA AZEVEDO

domingo, 9 de fevereiro de 2014

INCOMPREENSÃO E DESRESPEITO.

Para muitas pessoas, a vida de paratleta é fácil, cheia de regalias, devido algumas “facilidades” que nos são oferecidas.
Mas não é fácil!
A maior parte dos paratletas que vivem na região Norte e Nordeste, passa por grandes dificuldades devido a falta de apoio por parte dos governantes e pela falta de interesse de empresas locais em patrocinar e apoiar o esporte paralimpico.
Os paratletas que tiveram uma história diferente, ou seja, conquistaram apoio, patrocínios e finalmente sua independência financeira, hoje representam clubes da região Sul/Sudeste e moram em outros estados Brasileiros.
Os paratletas do norte e nordeste, ralam muito para se manterem em seus treinamentos, tentando manter uma alimentação equilibrada e cumprindo com todo o calendário anual esportivo.
Contando com a ajuda do Bolsa Atleta, compra-se passagens aéreas e paga-se alimentação e hospedagem durante os fins de semana de competição, inclusive, para preservar o beneficio, que é renovado a cada ano, desde que o atleta mantenha-se em treinamento e em competições ( o que não é diferente das outras regiões brasileiras, exceto pela maior clareza e possibilidades em se ter um apoio).
A “ETAPA REGIONAL NORTE NORDESTE DO CIRCUITO LOTERIAS CAIXA”, é considerada classificatória para as etapas Nacionais, que ocorrem em três edições entre medos e final do ano. Se  o atleta não participa, logo ele não tem índice para competir nas Nacionais e ainda perde o beneficio BOLSA ATLETA.
Agora, o que de fato é altamente incompreensível, é que o CPB (Comitê Paraolímpico Brasileiro), divulgue um calendário em Novembro de 2013, o retifique em Janeiro de 2014, informando os locais e datas das competições, e simplesmente cerca de 30 dias antes, mudar o local da competição.
A Etapa Norte/Nordeste, estava agendada para ocorrer em Manaus. TODOS os paratletas designados a essa competição, mesmo com o atraso do Bolsa Atleta, se sacrificaram, fizeram empréstimos e compraram passagens aéreas para garantirem sua ida à competição e não sofrerem maiores prejuízos.
Na última Sexta-feira, dia 07 de Fevereiro, o CPB, fez comunicado no site informando a mudança do local da competição, que deixou de ser em Manaus, para ser em Natal.
 E agora?!
As companhias aéreas não devolvem o valor da passagem por inteiro. Para os atletas que não residem em Natal, mudar o trecho vai custar um valor muito alto, valendo-se lembrar que Manaus, é uma dos trechos mais caros do País!
Os atletas tops, geralmente não precisam participar de Regionais, pois já tem o acesso direto.  Os que precisam, tem recurso suficiente para compra de passagens aéreas... E aqueles que não têm? Como fazem?
O CPB, precisa se inteirar com mais afinco da luta e das dificuldades dos paratletas que ainda, em sua maioria, não tem patrocínio e passam por sérias dificuldades.
Afinal, não é essa também a tarefa do comitê que apoia e defende o esporte paralimpico
ADRIANA AZEVEDO



quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O CIRCO SEM PALHAÇO!

Saudações queridos visitantes!
Depois de 1 mês e 10 dias aguardando o pagamento retroativo de todas as parcelas devidas do programa Bolsa Atleta, hoje, dia 29 de Janeiro de 2014 (ano da Copa), recebemos a noticia que será pago apenas UMA parcela.
Uma infinidade de planos cancelados, contas atrasadas, treinamentos parados, vidas in off. E o Ministério do Esporte avisa "Não haverá prejuízo monetário aos atletas, pois quando ocorre qualquer atraso, o ME realiza os pagamentos de forma retroativa".
Prejuízos incalculáveis!
A grande maioria dos atletas evitam falar por medo de represálias. Mas garanto, que represália maior que essa não existe! 
Pode cessar a voz, mas a atitude não!
Centros de treinamentos para os atletas e paratletas TOP'S são concluídos para o treinamento sem custos e com a melhor aparelhagem e profissionais... Alimentação balanceada, tranquilidade e apoio psicológico.  E a ironia maior, é que os atletas que dependem exclusivamente da Bolsa, precisam se desenvolver a todo custo, com seus próprios recursos e esforços para se manter em treinamentos e competições. Alguns fazendo "vaquinhas" entre amigos e familiares, campanhas em semáforos e mendigando apoios em câmaras de vereadores. 
Cade a Democracia desse país?
Conquistar o Bolsa Atleta, é uma tarefa árdua e sem tréguas. É nossa esperança maior de nos manter no esporte e assim obter nossa melhora de vida, tanto na saúde, quanto profissional.
Bolsa Atleta é um direito conquistado por mérito no esporte. Defendemos nosso Clube, Estado e País... É o mínimo de retribuição que o governo pode fazer pelos paratletas e atletas do Brasil.
Não vou me calar diante de uma parcela... Temos direito ao pagamento retroativo. Isso nos foi prometido!
Ficamos no aguardo de boas noticias...

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

ENTÃO É NATAL!!!

Olá queridos Visitantes! 
Inicio essa postagem com uma boa noticia: Após tanta divulgação na imprensa do coro dos atletas e paratletas protestando contra o atraso do Bolsa Atleta, a suposta renovação do contrato com a Caixa foi solucionado e o Ministério depositou dia 20/12 (Sexta-feira) 2 parcelas do Bolsa Atleta. 
De fato não é o que queríamos, na verdade esperávamos o pagamento retroativo. Mas a esperança é última que morre, e tento me agarrar a esperança de que foi divulgado que o ME quitaria até o fim de 2013. Temos alguns dias ainda e portanto vamos confiar.
Termino o ano de 2013, com algumas frustrações é claro, mas com fé e esperança renovadas, afinal tem uma nova vida crescendo em meu ventre.
Um Feliz Natal à todos, com muita paz, saúde, amor e suce$$o!
Beijos do tamanho do sol! 

Ho...Ho...Ho!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

ATRASO SEM FIM...

E Finalmente chegamos ao mês de Dezembro.
Mês de renovação, de esperanças para o ano vindouro... Bolsa Atleta nada!
No Mês de Maio desse ano, recebemos de forma retroativa, os pagamentos do Bolsa 2012 exercício 2011. De acordo com o Ministério do Esporte, o mesmo teria conseguido junto ao Governo Federal, verba para quitar a bolsa de 2012 (exercício 2011) e 2013 (exercício 2012) e assim corrigir a defasagem existente.
Então o Ministério do Esporte passou a divulgar em notas oficiais através do Site do mesmo, informando que receberíamos as duas bolsas no ano de 2013, sendo os pagamentos finalizados até o Fim do Mês de Dezembro.
Então passamos nos programar para esse dinheirinho tão suado e tão sonhado. Em Maio, a maioria dos atletas bolsistas que receberam retroativo, quitaram dividas, deram entrada em suas casas próprias, em seus carros populares para facilitar sua locomoção aos treinos, ou de alguma forma, deram um ponta pé inicial para uma mudança de vida, que foi particularmente o meu caso.
Quitei dividas, vendi parte dos meus móveis e encarei de frente o sonho de sair do Nordeste e morar no Sul do Brasil. Cuidei de providenciar minha desfiliação do Tijuca Tênis Clube, mandei minha mudança em um caminhão para o Rio de Janeiro (porque saiu mais barato), e em Setembro após o pagamento da 1ª parcela do Bolsa 2013, Comprei as passagens e vim para o Rio de Janeiro, afim de aguardar o recebimento das parcelas restantes e finalmente, me mudar com minha família para Lages em SC. Mas não aconteceu!
Hoje estou em em um quarto na casa da minha sogra, na Tijuca no Rio de Janeiro, sem dinheiro, sob licença médica com o desejo de continuar meu tratamento da Síndrome, de treinar com foco, de pagar minhas dividas e honrar meus compromissos, treinos e calendário esportivo.
Meu sonho era evoluir, vir para perto da família e dos amigos, dar continuidade a planos... Ficar de pé de novo e voltar andar.
Mas de certa forma tive o tapete puxado.
Busquei ajuda de atletas amigos e famosos, para que eles ajudassem a divulgar esse atraso absurdo e assim tentar sensibilizar o Governo e termos nossos pagamentos normalizados. Para minha enorme decepção, nenhum topou. Quanto egoísmo!
Então, resolví agir sozinha. Enviei uma carta ao Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, a qual foi divulgada pelo jornalista José Cruz  em sua coluna, no Site Uol.
Segue a carta:
" Prezado Ministro...
Boa tarde!
Me chamo Adriana Azevedo, sou paratleta na modalidade natação.
Antes de mais nada, gostaria de parabenizá-lo por sua atuação como Ministro Do Esporte.
O motivo do meu contato, é o seguinte: Sou bolsista na categoria nacional do programa Bolsa Atleta. Nesse ano de 2013, recebemos duas bolsas. A de 2012 com resultados alcançados no ano de 2011 e a de 2013 com resultados alcançados no ano de 2012.
A Bolsa de 2012, foi quitada já no mês de Maio com valor de 11.100,00. A bolsa referente ao ano de 2012, teve sua primeira parcela paga no dia 10 de Setembro e de lá para cá não recebemos um centavo sequer.
No mês de Outubro, por volta do dia 20, recebemos uma notificação na área restrita do Site do ME, com o seguinte texto: O Ministério do Esporte comunica que, em virtude de renovação do contrato com a Caixa, não foi possível depositar o pagamento no prazo usual, até o quinto dia útil de outubro. A previsão é que a renovação ocorra até o final deste mês, o que permitirá fazer o pagamento na primeira quinzena de novembro. Importante lembrar que, por qualquer motivo, quando ocorre algum atraso no pagamento das bolsas, o beneficiado sempre recebe o valor retroativo. Não há prejuízo monetário aos bolsistas. Por fim, aproveitamos para informar que, já neste próximo pagamento, cada atleta irá receber mais de três parcelas de uma só vez. Isso porque o Ministério pretende, até o final do ano, quitar todas as parcelas de 2013. Esta mensagem é válida apenas para os atletas que não possui nenhuma pendência com relação à prestação de contas ou qualquer outra documentação. Agradecemos a sua compreensão e estamos à disposição para mais esclarecimentos. Atenciosamente, Secretaria Nacional de Esporte de Alto Rendimento Coordenação da Bolsa Atleta"
Isso deu-se no mês de Outubro. No mês de Novembro, novamente não houve pagamento e mais uma vez, perto do fim do mês, divulgaram o mesmo comunicado, alterando apenas as datas e que desse vez o pagamento ocorreria até o fim desse ano.
Ministro, fazemos esforços imensos para trinar, e nos manter no Ranking Brasileiro, entre os três melhores, para alcançarmos esse benefício. É um direito nosso recebermos em dia para honrar nossos compromissos.
Temos direito de ter uma satisfação clara a respeito desse benefício como datas, etc.
No ano de 2009, 2010 e 2011, os pagamentos eram realizados até o segundo dia útil de cada mês. No ano de 2012, o pagamento passou a ser feito por volta do quinto dia útil e em 2013 por volta do dia 10 e com incerteza de que seria ou não depositado. Até que chegamos a essa situação.
Pois bem... Nesses três meses, fui impedida de pagar meu plano de saúde, de viajar para competições, estou devendo dinheiro e o pior de tudo: Estou sem pagar aluguel!
Sexta-Feira, dia 06/12/13, foi um dia muito difícil pra mim, porque fui convidada a deixar o apartamento que eu morava com minha família, por não pagar aluguel. Pagava, 850,00 de aluguel, mais 300 de condomínio. O salário do meu esposo como professor, não dá para arcar com tudo sozinho.
Agora, estou em um quartinho apertado, nos fundos da casa da minha sogra, na subida do morro da Cruz, onde não tenho acesso para sair, porque é uma subida enorme.
Trabalhar, gostaria muito! Mas estou sob auxílio doença por causa de uma síndrome.
Então... Teria como o Ministério, por favor nos informar, se pelo menos no Natal estaremos com a Bolsa?
Poxa, eu tenho um filho de 3 anos que está dormindo em colchão de casal comigo e o pai. O Senhor pode até achar que tudo isso é drama ou conversa fiada, mas não é!
Essa situação pra mim é muito humilhante e não me agrada nem um pouco ter que expô-la.
Queremos respeito e compromisso por parte dos profissionais que atuam na Secretaria de Aldo Rendimento.
Só peço que nos deem uma satisfação de quando esse dinheiro estará disponível, e não enviem respostas copiadas e coladas. Não faz sentido, assim como também não faz mais sentido esse tal convenio não ter sido ainda renovado. SÃO TRÊS MESES!
No anexo, envio fotos da minha real situação hj: Um quartinho na casa da minha sogra.
Grata pela a atenção.
Feliz Natal!"
Em resposta a essa carta divulgada na Imprensa, o Ministro através de sua assessoria respondeu ao meu email, como segue o print nessa postagem.
Aguardamos então as devidas providencias.
Beijos do tamanho do sol!!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

3ª ETAPA NACIONAL CIRCUITO LOTERIAS CAIXA

Olá queridos visitantes!
Na data de 07 à 10 de Novembro de 2012, participei da III ETAPA NACIONAL DO CIRCUITO LOTERIAS CAIXA



3 Bronzes em Fortoleza
Nadei as provas dos 100M nado livre (3º Lugar), 100M nado costa (3º Lugar), 50M nado livre (3º Lugar) e 100M nado peito (5º Lugar). 
Todos devem se perguntar o motivo do meu desempenho nessa etapa, PÉSSIMO, diga-se de passagem.
 A Sereia está grávida! Isso mesmo... Nadei essa etapa pegando bem leve, pois me encontro no 2º mês de gestação, uma fase bem crítica, que predispõe abortos.



Mesmo assim, consegui um terceiro lugar no Ranking geral do ano na prova dos 50M nado livre e mais um outro terceiro na prova dos 100M Costa. Trocando em miúdos, sou a terceira melhor do Brasil nessas duas provas. Não está tão bom, é verdade, mas não posso pensar só em mim nesse momento. Afinal, gestação de um terceiro filho, aos 35 anos em uma mamãe cadeirante com sequelas e síndrome de pós pólio, é considerado gestação de risco.
O maior dos problemas, não foi esse e sim o terrível atraso nos pagamentos do Bolsa Atleta.  Muitos dos atletas (inclusive eu), tiveram que recorrer a empréstimos para conseguir chegar a essa etapa e não ser prejudicado no Pleito da Bolsa.  Não foi fácil... O psicológico fica altamente afetado e consequentemente o físico também.
Segundo a Coordenação do Bolsa Atleta, o atraso ocorreu
devido a uma falha na renovação dos contratos entre a Caixa Econômica Federal (que realiza os pagamentos) e o Ministério do Esporte.
A previsão segundo eles,é que os pagamentos se normalizem até o fim de Dezembro desse ano.
Vamos torcer que sim...
Beijos do tamanho do sol!